Poranga Marandúa é o primeiro manual indígena do jornalismo brasileiro 

Elaborado coletivamente por mais de 40 povos originários, o documento reúne orientações para combater estereótipos e práticas excludentes na cobertura das etnias e propõe uma relação mais próxima entre redações, jornalistas e comunidades indígenas. A Abrinjor, responsável pela publicação, também articula a distribuição do manual pelo país e a criação de uma formação acadêmica em jornalismo indígena.

No lançamento do Poranga Marandúa, Luciene Kaxinawá, da Abrinjor, e Sâmela Sateré Mawé, da Apib (Foto: Ana Clara Gonçalves ).
Amazonia Real Publicado em: 27/08/2026 às 19:16
Por da Amazônia Real
Metodologia
Origem e metodologia: A reportagem abordou como foi construído o manual, com entrevistas com os representantes da Abrinjor. A matéria explicou quem participou e quais consultores foram envolvidos, por que houve a necessidade de criar um manual específico para orientar a cobertura dos povos indígenas, quantos jornalistas indígenas estão hoje na mídia nacional e independente e quais são os principais desafios, avanços e impactos da presença indígena no jornalismo.
Apuração: Apuração realizada de forma remota, com entrevistas com Luciene Kaxinawá, coordenadora-geral da Abrinjor; e Ykarunī Nawa, conselheiro e co-coordenador da Abrinjor.

Citações
Citações e referências

Para Luciene Kaxinawá, coordenadora da Abrinjor, “[a imprensa e sociedade] Nos colocam sempre em uma caixinha, onde nós temos uma cultura única descrita nas reportagens e matérias pela mídia, que alimenta um estereótipo que não existe.” 

Segundo ela, as notícias não contemplam a diversidade e a pluralidade dos povos indígenas. “As pessoas acham que só existe indígena na Amazônia, a ideia é desmistificar isso e mostrar que há indígenas em todo território brasileiro, e que nós temos culturas diferentes uma das outras.”

“A gente não fala de uma editoria indígena, de uma produção somente sobre povos indígenas. A gente fala de uma presença de impacto na produção noticiosa a partir da perspectiva indígena. A questão étnica é o nosso olhar, não diz respeito à restrição da nossa produção”, defendeu Ykarunī Nawa, da Abrinjor.





LINKS

https://drive.google.com/file/d/12DfrDzVTjFOmbiSLR85PFQW2-kIb_2az/view?pli=1

https://www.globalsouthworld.com.br/article/conheca-o-primeiro-manual-de-jornalismo-indigena-do-brasil

https://radio.unama.br/jornalistas-indigenas-lancam-manual-inedito-de-comunicacao/

https://www.ibge.gov.br/brasil-indigena/
Local de Cobertura
Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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