Questão florestal na Amazônia: a luta pela efetivação de uma política pública

A defesa da Política de Manejo Florestal de Base Comunitária e Familiar (PEMFCF) é crucial, dado que aproximadamente 63% das florestas públicas no Pará se encontram em territórios de comunidades tradicionais. A iniciativa, que tem precedentes históricos desde os anos 1950 e ganhou força com o conceito de reservas extrativistas nos anos 1980, busca o fortalecimento das cadeias produtivas e a regularização fundiária e ambiental.

Atividades de manejo florestal, em Almerim, PA, em áreas de concessão pertencentes à Floresta Estadual do Paru, em 2015 (Foto: Ascom Ideflor).
Amazonia Real Publicado em: 15/12/2025 às 15:16
Por da Amazônia Real
Citações

"Cerca de 63% das florestas públicas do Pará encontram-se em territórios de comunidades tradicionais. A área equivale aproximadamente a 1,2 milhão de hectares, sob domínio de indígenas, extrativistas, remanescentes de quilombos, quebradeiras de coco babaçu, camponeses, e outras diversidades sociais, esclarece a minuta do documento da PEMFCF. Este é um dos principais argumentos de defesa da política, bem como os péssimos indicadores de desmatamento, assimetrias entre os sujeitos envolvidos nos acordos de plano de manejo e violência contra as populações" - Rogério Almeida.


 


https://revistapesquisa.fapesp.br/amazonia-sem-extremismo/


https://portal.sbpcnet.org.br/noticias/15-07-2013-falecimentoquebramorte-de-bertha-becker-deixa-brasil-sem-uma-de-suas-maiores-cientistas/


https://ideflorbio.pa.gov.br/quem-somos/



Rogério
Rogério Almeida

É graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), possui mestrado em planejamento do desenvolvimento pelo Núcleo do Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará UFPA), com dissertação laureado com o Prêmio NAEA/2008, e doutorado em Geografia Humana/Universidade de São Paulo (USP). É professor do curso de Gestão Pública e Desenvolvimento Regional, na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). É pós -doutorando na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no curso de Pós Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, na linha de pesquisa Desenvolvimento, Conflitos e Políticas Públicas, sob a orientação do professor Marcos Montysuma. Desde a década de 1990 escreve sobre temas amazônicos. Ao longo de suas jornadas tem organizado obras autorais e coletivas, produzido artigos acadêmicos e jornalísticos, ensaios e crônicas. ([email protected])

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