STF mantém redução do Parna do Jamanxim e reacende debate sobre Ferrogrão

A decisão da Corte mantém válida a redução de parte do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, e, segundo lideranças indígenas e organizações socioambientais ouvidas pela Amazônia Real, fortalece o avanço da Ferrogrão sobre territórios protegidos do rio Tapajós

Queimadas no Parna Jamanxim, às margens da BR-163, no Pará (Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real/2024).
Amazonia Real Publicado em: 22/05/2026 às 13:33
Por da Amazônia Real
Citações

“Nós temos muitos problemas na bacia do rio Tapajós, com o avanço do garimpo, madeireiros, fazendeiros, sojeiros e muitos portos. Tentaram vender nossos rios e julgam contra os nossos direitos. O agronegócio avança cada vez mais com o Arco Norte e isso nos preocupa, porque não é só uma ferrovia. É um projeto de morte. É um espaço de morte do agronegócio, com veneno aéreo e veneno que mata nossos rios e igarapés” - Alessandra Korap Munduruku, liderança indígena


 

“Na prática, o julgamento discute se é possível flexibilizar áreas protegidas para viabilizar grandes empreendimentos de infraestrutura. Uma decisão favorável à diminuição da unidade de conservação pode representar a validação de uma estratégia jurídica e política de reconfiguração territorial voltada à implantação de corredores logísticos na Amazônia”, Bruna Balbi, assessora jurídica

Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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