Origem e metodologia: A reportagem abordou o contexto de avanço do projeto de implementação da ferrovia chamada de ‘Ferrogrão’ , no Pará, estrada de ferro que, se construída, pode atravessar territórios indígenas e tradicionais ao longo de sua área de influência e traçado. No dia 21 de maio, o STF julgou constitucional uma lei que reduziu mais de 800 hectares do Parna Jamanxim para viabilizar a construção da obra, já que parte do traçado original da ferrovia cortava a unidade de conservação.
Apuração: A apuração foi feita de forma remota com entrevista por telefone com a liderança indígena Alessandra Korap Munduruku (TI Sawré Muybu). Também foi entrevistada Bruna Balbi, assessora jurídica da Terra de Direitos. A reportagem usou nota oficial da Apib e informações no site do STF sobre a sessão de julgamento do dia 21/05/2026.
STF mantém redução do Parna do Jamanxim e reacende debate sobre Ferrogrão
A decisão da Corte mantém válida a redução de parte do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, e, segundo lideranças indígenas e organizações socioambientais ouvidas pela Amazônia Real, fortalece o avanço da Ferrogrão sobre territórios protegidos do rio Tapajós
Metodologia
Citações
“Nós temos muitos problemas na bacia do rio Tapajós, com o avanço do garimpo, madeireiros, fazendeiros, sojeiros e muitos portos. Tentaram vender nossos rios e julgam contra os nossos direitos. O agronegócio avança cada vez mais com o Arco Norte e isso nos preocupa, porque não é só uma ferrovia. É um projeto de morte. É um espaço de morte do agronegócio, com veneno aéreo e veneno que mata nossos rios e igarapés” - Alessandra Korap Munduruku, liderança indígena
“Na prática, o julgamento discute se é possível flexibilizar áreas protegidas para viabilizar grandes empreendimentos de infraestrutura. Uma decisão favorável à diminuição da unidade de conservação pode representar a validação de uma estratégia jurídica e política de reconfiguração territorial voltada à implantação de corredores logísticos na Amazônia”, Bruna Balbi, assessora jurídica
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