Justiça bloqueia bens de empresário acusado por trabalho escravo no AM

| 27/05/2014 às 15:18

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Comentários

  1. Anna Nery disse:

    Simples é julgar sem ter conhecimento sobre o assunto.
    Falar sobre o manejo da piaçava vai muito mais além do que uma fiscalização feita de pessoas que do seu GABINETE NO MINISTÉRIO PÚBLICO com vários assessores onde jamais terão noção do que é trabalhar com um produto que vem a muito sendo discriminado e desvalorizado.
    Ninguém vai a Barcelos fazer uma campanha ou seu trabalho de tese da faculdade a favor da piaçava do Amazonas.
    Toda vez que se fala na piaçava do Amazonas buscam histórias do tempo da borracha onde haviam coronéis de barranco com seus capangas. Ridículo, vá a Barcelos e vejam que isso não acontece, todo piaçaveiro que preste tem uma canoa com rabeta ou barco para se locomover pra onde quiser, porque são livres. E é através do extrativismo da piaçava que ele comprou seu rabeta, barco e sustenta sua família.
    Depende muito do ponto de vista de cada um.
    Até um tempo em Manaus comer peixe cru não existia e era taxado como nojento, e hoje em Manaus você vê caboclos como eu do pé rachado comedor de peixe frito comendo salmão cru em cima de um bolinho de arroz, e sem “farinha”.
    Aqui em Manaus é fácil ver crianças brincando na beira dos rios perto de barcos onde são descarregados o esgoto sanitário de muita gente. Pra alguns são pobres crianças e coitadas, mas experimente ver os rostos dessas crianças, elas vão estar sorrindo com muita saúde e vigor. As vezes com mais saúde que nossos próprios filhos que tratamos de modo diferente.
    Preconceito existe pra quem não tem conhecimento, trabalhar na extração da piaçava deveria ser motivo de orgulho, de fazer parte de uma atividade ecologicamente correta que sobrevive apesar do Nylon no mercado e a todos esses pejorativos.
    Sensacionalistas se aproveitam de uma história vinda do tempo da borracha e que lá ficou. Hoje vocês acham que com tanta informação ainda existe isso?? Você vai em Barcelos e ver índios com notebook, cabelo moicano, brinquinho na orelha e se chamar eles de índios é ofensa. Só não é ofensa quando a interesse em algo que os beneficie.
    Quantos casos o ministério público errou simplesmente porque acreditou ser daquela forma.
    Luiz Cláudio, CARIOCA foi pego pra cristo porque é o maior e melhor no ramo de compra e venda de piaçava em Barcelos e é conhecido em Barcelos como alguém que chegou com uma mão na frente e outra atrás e fez história no ramo da piaçava, quando ele chegou muitos já existiam e existem nesse ramo e nenhum foi capaz de levar o nome e comercialização da piaçava como ele fez. Levou o nome da piaçava do Amazonas ao Brasil antes só era vendido ao estado do Rio de Janeiro. E assim o faz não só porque a comercializa mas também faz com amor e dedicação porque nasceu e cresceu nesse ramo de matéria prima para fabricação de vassouras sendo ele a 4ª geração de vassoureiros.
    Poucos conhecem sua história, Luiz Cláudio já foi camelo de vassouras, carregou muitas vassouras nos ombros vendendo de porta em porta, flanelinha … homem de trabalho e labuta e nem por isso se senti diminuído porque entende que o trabalho dignifica o homem.
    Fácil é chegar numa cidade como Barcelos é promover o caos entre os piaçaveiros e família desses e vir embora pra Manaus atribuir isso a uma única pessoa (Luiz Cláudio) de um problema que nem o governo sabe resolver. Não se esqueçam que a piaçava se colhe na mata e é na mata que os piaçaveiros tem que se alojar.
    Barcelos ta perto de ser conhecida como uma cidade fantasma, o mesmo que tirou “resgatou” os piaçaveiros e o mesmo que pede providências para se demarcar os rios em prol dos índios.
    Piaçaveiros agora vão extrair piaçava nas onde?
    E o turismo da pesca?
    E os Piabeiros?
    Para muita gente que não sabe nada sobre o extrativismo da piaçava segue o bordão de muito sucesso do compadre Washington “ SABE DE NADA INOCENTE!!”

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