O impacto da enchente no Estado do Acre já atingiu 1.367 famílias indígenas que vivem nas calhas dos rios Jordão, Tarauacá, Feijó, Alto Elvira, Baixo Envira e Médio Elvira. Em Rio Branco, segundo a Coordenada pela Secretaria de Povos Indígenas do Estado (Sepi), 21 famílias indígenas estão abrigadas na Escola Estadual Leôncio de Carvalho. A destruição das comunidades pelas águas provocou o deslocamento massivo dos indígenas para áreas mais altas. A destruição de plantações vitais e o comprometimento das estruturas habitacionais destacam-se entre as principais consequências da enchente. Além disso, a escassez de água potável e a contaminação das fontes hídricas elevam o risco de doenças como doenças de pele, diarreias, febres e leptospirose. A reportagem entrevistou as principais lideranças indígenas do Acre e ouviu os órgãos federal, estadual e município. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, visitou o abrigo esta semana.
Falta preparo diante da crise climática, alerta Ninawa Huni Kui
Para cacique e importante liderança indígena, o Estado deixa desassistida as populações mais vulneráveis; no Acre mais de 1.300 famílias indígenas perderam casas, roças e bens materiais devido ao transbordamento dos rios (Foto: Jovens da Comunidade Hené Bariá). Rio Branco […]
Metodologia
Citações
“São mudanças climáticas bruscas. Primeiro são famílias desabrigadas de suas casas e às vezes perdem as casas quando voltam elas estão totalmente comprometidas. E as pessoas ficam sem moradia por um período até um período para recuperação”, disse Ninawa Huni Kuin.
LINKS
https://amazoniareal.com.br/censo-2022-racismo-ambiental/
https://amazoniareal.com.br/cheia-no-acre-17-dos-22-municipios-estao-em-situacao-de-emergencia/
https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3726
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sesai
Local de Cobertura
DOE PARA A AMAZÔNIA REAL
Sua contribuição fortalecerá o jornalismo investigativo, feito com independência e liberdade editorial, que visibiliza as populações silenciadas.
0 Comentários