Proteção de defensores é vista como ‘péssima’ na Amazônia

Índice de Democracia Ambiental (IDA) 2026 aponta que proteção de defensores ambientais e de direitos humanos é a dimensão mais crítica nos nove Estados da Amazônia Legal; apenas três Estados contam com programas específicos.

Imagem de Chico Mendes na entrada do Sindicato dos Trabalhadores Rurais em Xapuri (Foto: Bruno Kelly/ Amazonia Real/2018).
Amazonia Real Publicado em: 02/07/2026 às 09:00
Por da Amazônia Real
Citações

“Também é fundamental que os estados adotem protocolos específicos para a atuação das forças de segurança em casos envolvendo defensores ambientais, invistam na capacitação de policiais, além de fortalecer canais de denúncia, ouvidorias e mecanismos de monitoramento de ameaças e violências. Ao mesmo tempo, a proteção dessas pessoas não pode ser dissociada do fortalecimento das demais dimensões da democracia ambiental” - Olivia Ainbinder


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Local de Cobertura
Metodologia
 


  1. Origem e metodologia: Reportagem produzida a partir da divulgação da edição 2026 do Índice de Democracia Ambiental (IDA), elaborado pela Transparência Internacional Brasil e pelo Instituto Centro de Vida (ICV). Os dados apontaram a proteção de defensores ambientais como o indicador de pior desempenho na Amazônia Legal. A apuração buscou contextualizar os dados por meio de entrevistas com pesquisadoras e lideranças ameaçadas na região. 




  2. Apuração: A apuração foi feita de forma remota com entrevistas por telefone com defensores ambientais ameaçados como: Denorí Mendes, do Mato Grosso (nome ocultado); Silvia Elena, do Amazonas (nome ocultado) e Luene Karipuna, do Amapá (nome ocultado). Além disso, foi entrevistada a pesquisadora e advogada Olivia Ainbinder, advogada e Coordenadora do Programa de Integridade Socioambiental da TI Brasil. Os dados foram coletados com exclusividade da análise feita pela TI Brasil e o ICV.




  3. Uso de IA: infográfico elaborado pela Redação a partir de dados do IDA com o uso do Claude.ai



Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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