‘Nossa luta é para que o capitalismo não destrua o Jalapão’, diz líder quilombola

Lideranças quilombolas denunciam violações de direitos por parte do governo do Tocantins na concessão do Parque Estadual do Jalapão para a iniciativa privada. (Foto: Círculo Filmes) Manaus (AM) – As belezas naturais do Parque Estadual do Jalapão vão ser colocadas […]

Quilombola no Parque Estadual do Jalapão, em Tocantins ( Foto: Círculo Filmes)
Amazonia Real Publicado em: 17/09/2021 às 16:58
Por da Amazônia Real
Metodologia
Esta reportagem explica que um projeto de lei enviado pelo governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), à Assembleia Legislativa do Tocantins foi aprovado e sancionado a toque de caixa sem que as comunidades quilombolas do Jalapão fossem corretamente consultadas. Lideranças comunitárias relatam que sofreram constantes pressões do governo estadual para participar de reuniões em que raras vezes puderam ser, de fato, ouvidas. O projeto de concessão do Jalapão foi enviado em junho e aprovado dois meses depois. Em carta aberta à sociedade, publicada em 14 de setembro, a Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO) denuncia violações nessa autorização que beneficia a iniciativa privada.
Citações
“Quero reforçar que a nossa luta é pelas comunidades quilombolas e pela biodiversidade do Jalapão, para que o capitalismo não destrua o Jalapão, não destrua a beleza do Jalapão. Para que as futuras gerações tenham o direito de desfrutar da região assim como a gente, porque o capitalismo tem muito a ganhar mas as comunidades têm muito a perder, assim como as gerações futuras. O projeto de concessão não respeita nem as pessoas e nem ao meio ambiente”, afirma Joaquim Neto, presidente da associação Ascolombolas Rios, de Tocantins.

Este texto tem link da Fundação Palmares
http://www.palmares.gov.br/sites/mapa/crqs-estados/crqs-to-15062021.pdf
Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

DOE PARA A AMAZÔNIA REAL

Sua contribuição fortalecerá o jornalismo investigativo, feito com independência e liberdade editorial, que visibiliza as populações silenciadas.

1 Comentário

  1. Adriano Lopes disse:

    Espero que dê tudo certo, torcendo pra isso, parabéns pela reportagem.

Deixe o seu comentário!

Prezados leitores e leitoras da Amazônia Real, o espaço de comentário do site é para sugestões, elogios, observações e críticas. É um espaço democrático e de livre acesso. No entanto, a Amazônia Real se reserva o direito de não aprovar comentários de conteúdo preconceituoso, racista, sexista, homofóbico, com discurso de ódio e nem com links de outros sites. Muito obrigada.