Rios são protagonistas de mostra virtual que reflete sobre a seca na Amazônia

Obras visuais selecionadas pelo Muluca, projeto de arte independente de Rondônia, ampliam em exposição as narrativas sobre os impactos na fauna, flora e no cotidiano das pessoas atingidas pela seca histórica na região. A imagem gráfica acima faz parte da […]

Amazonia Real Publicado em: 11/06/2024 às 09:53
Por da Amazônia Real
Metodologia
Origem e metodologia: Pauta sugerida pela editoria para divulgar a exposição virtual do Muluca, “Sonhar o rio”, que apresenta obras de artistas da Amazônia e fora da região. As obras refletem sobre a seca histórica que atingiu a Amazônia em 2023 e a relação da preservação dos rios.
Apuração: Apuração feita de forma remota, com entrevistas por e-mail e telefone com o organizador e curador Gabriel Bicho, e os artistas: Clara Nogueira (AM), Josiel Juruna (PA) e Kali (RO).

Links
https://amazoniareal.com.br/especiais/agonia-da-seca/#:~:text=Uma%20das%20principais%20vias%20fluviais,um%20deserto%20de%20areia%20escaldante.

https://www.instagram.com/mundolugarcasa?igsh=MWFpdHA4c2xsbHllaw==

https://amazoniareal.com.br/o-rastro-de-destruicao-de-belo-monte/

Citações
“O nosso rio está morrendo aos poucos por causa da barragem. A fotografia mostra de alguma maneira que o nosso rio está sofrendo e que nós podemos o perder daqui há uns anos. O rio é o nosso bem mais precioso” - Josiel Juruna, comunicador indígena

“Por isso, ao utilizar dela [arte] para discutir as questões dos rios - seca, cheia, poluição, mudanças, garimpo - nós procuramos chamar atenção para os efeitos que eles sofrem por causa da influência da mão humana” - Gabriel Bicho, artista visual e coordenador do Muluca
“Depois da hidrelétrica, isso foi brutalmente tirado de nós. Eu imagino como é ser uma criança e não ter esse privilégio que eu pude ter…o rio é uma conexão espiritual e cognitiva diferente de qualquer outra coisa, é preciso contar mais histórias sobre o rio, caso contrário, perderemos essa memória que é também uma identidade” - Kali, artista visual
“Diante dessa convocação sobre o sonhar, me pareceu contraditório e ao mesmo tempo urgente usar esse verbo ao se referir a nossa realidade amazônida. Como sonhar perante um cenário de fome, escassez e seca?” - Clara Nogueira, artista visual
Local de Cobertura
Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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