TJ-AM condena marido a 18 anos de prisão pelo feminicídio de Thainara Barbosa

Corte voltou a julgar casos de mortes de mulheres, por ódio ao gênero feminino, após um ano e cinco meses de paralisação por causa da pandemia; família não comemora sentença (Foto Amazônia Real) Manaus (AM) – O Tribunal de Justiça […]

Familiares e amigos de Thainara Barbosa e o O Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM), a Articulação das Mulheres Brasileiras (AMB) Amazonas, as Ativistas Feministas pelo Fim da Violência contra as Mulheres e o Levante Feminista contra o Feminicídio realizam, a partir das 8 horas da manhã desta quarta-feira (25 de agosto), a Vigília Justiça por Thainara Barbosa Silva em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, na zona centro-sul da capital amazonense. No Plenário, o Tribunal de Justiça do Amazonas estará julgando o réu confesso pelo feminicídio de Thainara, o industriário Bruno Henrique Silva.. (Foto: Amazônia Real)
Amazonia Real Publicado em: 25/08/2021 às 19:42
Por da Amazônia Real
Metodologia
Essa reportagem informa que o Tribunal de Justiça (TJ) do Amazonas voltou a realizar julgamentos de casos de feminicídios após um ano e cinco meses de paralisação por causa da pandemia do novo coronavírus, em Manaus. Na primeira sessão, realizada nesta quarta-feira (25) no Fórum Ministro Henoch Reis, o juiz Rosberg de Souza Crozara, que presidiu o julgamento, condenou o réu Bruno Henrique da Silva Manfredi a 18 anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de homicídio qualificado (feminicídio) da esposa Thainara Barbosa da Silva, de 23 anos, em 1º de abril de 2019.
Citações
Mayara Barbosa, irmã de Thainara, comentou a condenação de Bruno Silva: “Nós saímos daqui bastante tristes, não estamos satisfeitos. Jamais. Pois sabemos que ela não volta, 18 anos é muito pouco. Esse assassino tinha que pegar mais de 30 anos de cadeia, era no mínimo o que ele devia pegar. Ele não passará nem oito anos na cadeia. Saímos muito desapontadas com a Justiça”, declarou.

Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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1 Comentário

  1. Carlos Augusto Nasciutti Velozo Júnior disse:

    Entendo que atos como os aqui divulgados contribuem para sedimentação da liberdade de expressão, bem como para o aprimoramento do potencial de reflexão de nosso povo.

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