“Anatomia do Caos” revisita bastidores da CPI da Covid

O documentário de Dandara Ferreira reúne registros exclusivos para reconstruir um dos períodos mais dramáticos da história do país. Em Manaus, cidade marcada pelo colapso do oxigênio, a sessão foi seguida por um debate sobre memória e justiça.

Bate-papo após a exibição do filme "Anatomia do Caos". Na imagem, da esquerda para a direita: a diretora do filme, Dandara Ferreira; o médico e pesquisador Cleinaldo de Almeida Costa; o professor e pesquisador Agenor Vasconcelos; e o escritor e economista Zemaria Pinto (Foto: Juliana Pesqueira/Amazônia Real).
Amazonia Real Publicado em: 09/07/2026 às 17:34
Por da Amazônia Real
Metodologia
 

Origem e metodologia: A reportagem cobriu sessão grátis do documentário “Anatomia do Caos”, em Manaus. A exibição contou com a participação da diretora Dandara Ferreira e chamou atenção para as consequências da pandemia de Covid-19 na sociedade brasileira.


Apuração: Cobertura presencial em Manaus, incluindo entrevista com a diretora Dandara Ferreira, observação da mesa de debate e registro dos depoimentos compartilhados pelo público após a exibição. 


Citações

"É um ano importante para as nossas decisões. O filme fala sobre fake news, desinformação e sobre o tipo de democracia que queremos construir. É um filme que fala sobre memória e justiça. A gente não pode deixar que mais de 700 mil brasileiros virem apenas números e estatísticas. Ali tinham sonhos, famílias, nomes. Para o país progredir com democracia, a gente precisa cuidar da nossa memória” - Dandara Ferreira


 

"Isso que estamos fazendo aqui hoje é inédito desde que a pandemia aconteceu. Eu estou tomada por um ódio de classe daqueles que permitiram que nossos parentes, amigos e vizinhos morressem. E não são apenas 700 mil mortos. Houve subnotificação. Nós não vamos permitir que isso seja esquecido” - Gleice Antônia de Oliveira

Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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