Povos Indígenas
Lobby da mineração de potássio chega ao STF
Proposta do ministro Gilmar Mendes para modificar a Lei do Marco Temporal será debatida no próximo dia 24 de fevereiro, com alterações que favorecem empreendimentos minerários. O povo Mura, diretamente impactado pela atividade, diz que vai resistir.
Metodologia
Origem e metodologia: Pauta sugerida em razão do avanço dos interesses de empresas de mineração, como a Potássio do Brasil, sob as decisões em torno da lei do marco temporal no STF. A pauta envolve os impactos da mineração no território Mura em Autazes, Amazonas, a resistência das lideranças e entidades indígenas no caso.
Apuração: Apuração feita de forma remota com entrevistas por telefone com a liderança Maria Baré, da APIAM; Gabriel Mura, tuxaua da aldeia Soares, em Autazes; Ricardo Terena, advogado da Apib; Kleber Karipuna, coordenador executivo da Apib; e questionamentos enviados para o MPI por e-mail.
Apuração: Apuração feita de forma remota com entrevistas por telefone com a liderança Maria Baré, da APIAM; Gabriel Mura, tuxaua da aldeia Soares, em Autazes; Ricardo Terena, advogado da Apib; Kleber Karipuna, coordenador executivo da Apib; e questionamentos enviados para o MPI por e-mail.
Citações
“Quando a gente vê uma notícia dessa, a gente fica de mãos atadas porque a gente vê que o outro lado consegue caminhar a passos mais longos que nós. A gente vai atrás da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), vai atrás do Ministério dos Povos Indígenas e parece que pouco somos ouvidos, quando se fala do povo Mura, quando se fala de potássio, parece que a gente é totalmente esquecido. Mas a gente não vai parar de lutar” - Gabriel Mura, tuxaua da aldeia Soares, território Mura em Autazes
"A comunidade nesse caso não tem um poder de veto, esse consentimento não tem um efeito prático no sentido de impedir que o empreendimento realmente ocorra dentro do território" - Ricardo Terena, advogado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib)
"A comunidade nesse caso não tem um poder de veto, esse consentimento não tem um efeito prático no sentido de impedir que o empreendimento realmente ocorra dentro do território" - Ricardo Terena, advogado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib)
DOE PARA A AMAZÔNIA REAL
Sua contribuição fortalecerá o jornalismo investigativo, feito com independência e liberdade editorial, que visibiliza as populações silenciadas.
0 Comentários