A construção da Política de Manejo Florestal de Base Comunitária e Familiar (PEMFCF) no Pará começou oficialmente em 2012, coordenada pelo Ideflor-Bio, IEB e MPE, buscando a conformidade com a Convenção nº 169 da OIT que exige consulta prévia às comunidades tradicionais. Apesar do envolvimento de 60 instituições e da realização de oficinas em seis regiões, o processo tem sido caracterizado pela morosidade, visto que a primeira minuta data de 2013. A lentidão é tal que, 12 anos depois, o trâmite não foi turbinado nem pela agenda da COP 30, e tem exigido intervenções formais do Ministério Público Estadual (MPE) para a retomada das ações. O Pará está considerado atrasado em relação a outros estados amazônicos, como o Amazonas, que já possui regulamentações específicas para planos de manejo (IPAAM/IDAM), e o Amapá, que prioriza a gestão sustentável de florestas públicas e o manejo comunitário. Paralelamente, o Observatório busca pautar a retomada da política de manejo comunitário na esfera federal (SFB), onde o processo de criação de um plano nacional tem sido comparativamente mais célere.
Rogério Almeida
Questão florestal na Amazônia: antecedentes e atualizações sobre a PEMFCF
A construção da Política de Manejo Florestal de Base Comunitária e Familiar (PEMFCF) no Pará começou oficialmente em 2012, coordenada pelo Ideflor-Bio, IEB e MPE, buscando a conformidade com a Convenção nº 169 da OIT que exige consulta prévia às comunidades tradicionais. Apesar do envolvimento de 60 instituições e da realização de oficinas em seis regiões, o processo tem sido caracterizado pela morosidade, visto que a primeira minuta data de 2013.
Metodologia
Citações
"12 anos depois da primeira versão da minuta, tudo segue a passos de cágado. Nem a agenda da COP 30 conseguiu turbinar o trâmite. Ao contrário do que ocorreu com a política sobre agroecologia, discutido bem depois da política de manejo florestal de base comunitária é já aprovado nas Comissões da ALEPA (Assembleia Legislativa do Pará)" - Rogério Almeida.
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