Marco Temporal agrava conflitos, alerta Cimi

O Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil constatou os assassinatos de 211 indígenas no país a partir do ano de 2024, primeiro ano de vigência da legislação aprovada pelo Congresso Nacional, que interfere no processo das demarcações dos […]

Lançamento do Relatório do CIMI sobre violência contra os povos indígenas no Brasil (Foto: Giany Costa | ASCOM CNBB).
Amazonia Real Publicado em: 28/07/2025 às 16:38
Por da Amazônia Real
Metodologia

Origem e metodologia: Esta reportagem foi produzida com base no relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados de 2024, lançado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) em 28 de julho. O documento reúne dados sistematizados a partir de 19 categorias de análise divididas em três eixos: violência contra o patrimônio indígena, contra a pessoa e por omissão do poder público.


Apuração: A apuração considerou a leitura do relatório, cobertura da transmissão do evento de lançamento e uma entrevista com Felipe Gabriel, cacique do povo Mura na aldeia Lago do Soares, em Autazes, que estava presente no evento em Brasília.
Citações
“O relatório do Cimi, com os dados do ano anterior, fala muito sobre essas ameaças que o povo Mura vem sofrendo, como as cooptações que a empresa Potássio do Brasil fez em Autazes com lideranças. Isso causou divisões no nosso território, justamente por conta da mineração” - Filipe Gabriel Mura, cacique da aldeia Lago do Soares
Local de Cobertura
Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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